Cristine meio-por-cento

Albenisa, com 42 anos,  acabou por ceder aos pedidos de uma irmãzinha para sua filha.  A gravidez transcorreu muito bem até os 5 meses, quando um exame revelou um grave problema renal no feto.

Depois de muitos exames e juntas médicas, veio a má notícia dado pelo doutor: “Não há qualquer líquido aminiótico na placenta, e os rins do feto não funcionam adequadamente, o que compromete o desenvolvimento de todos os órgãos.  A chance do feto sobreviver é de meio-por-cento. Sugerimos o aborto, pois estamos aguardando somente que o coração pare, para então o retirarmos. Mãe, guarde seu dinheiro, não invista em enxoval.  Não espere sequer por um milagre!”Angustiada, Albenisa decidiu confiar em Deus e ir contra todas as expectativas da medicina que lhe dizia que, se a criança viesse a nascer, viveria somente por 3 dias.

Hoje, temos a alegria de receber Albenisa e sua linda e esperta filhinha Cristine, a “meio-por-cento”, na Casa do Aconchego. Ela está  aguardando um transplante de rins, que lhe permita viver com menos infecções. 

Albenisa compartilha:

“Eu estava no hospital, à espera da consulta da minha filha.  Eram 6:00h. da manhã, a consulta seria após as 14:00h. e eu estava triste, porque não tinha dinheiro sequer para um lanche.  Uma pessoa me falou desta maravilhosa Casa do Aconchego, e desde então eu nunca mais passei apuros.  Estou agradecida a todos da Casa, pois a atenção é muito especial para comigo e para com minha filha.”

Nas mãos do Senhor, os “meio-por-cento” dos homens se transformam em 100%. Depois de três anos e dois meses de diálise, Cristine foi chamada para um bem sucedido transplante.  Seis meses se passaram, e uma nova luta começou.  Cristine acordou com dor de cabeça e na barriga, e acabou novamente internada na UTI do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas.  Com diversas infecções, entubada, muito inchada, por vinte e três dias em coma, os médicos disseram que não havia mais nada a fazer: ela estava morrendo.

Albenisa relata:

“Orando e clamando ao nosso Deus, entreguei a minha pequena em suas mãos, e com a fé abalada, esperei com paciência no Senhor”. Ela teve um choque séptico que necrosou todos os dedinhos das mãos e dos pés, e os médicos aguardavam a minha autorização para amputá-los.  Quando tudo parecia perdido, seus rins voltaram a funcionar, sem que nada mais tivesse sido feito”.

Com as mãos e os pés enfaixados, depois das amputações, Cristine esperava ansiosa pelo primeiro curativo. Ao seu lado, Albenisa chorava, nervosa, pensando como seu bebê poderia viver sem seus dedinhos?

Assim que a faixa de sua mão direita foi retirada pela enfermeira, a menina olhou e gritou, animada: “Glória a Deus!!! Sobraram três dedinhos, eu vou poder escrever!!!”  A enfermeira saiu do quarto em lágrimas.  Só mesmo Deus poderia ter conservado o coração da criança alegre, apesar de todas as suas perdas. Hoje Cristine anda normalmente, pula e brinca.  A confiança em Deus ilumina seu viver.

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