Edna Valéria

Este é o depoimento de uma das mães atendidas na Casa:

“Meu nome é Edna Valéria, tenho 32 anos, sou da Bahia mas moro em São Paulo há 10 anos. Em julho deste ano meu filho Saulo, de 4 anos, começou a ter algumas quedas e após alguns dias o lado esquerdo do corpo ficou paralisado. Levamos Saulo ao médico para uma consulta no dia 28 de agosto de 2014, pois ele já não andava, e descobrimos o diagnóstico de neoplasia maligna no encéfalo.

Foi um dia muito triste na minha vida. Meu bebezinho, com câncer na cabeça! Era muito grave, não tinha como operar. Fazer a cirurgia seria fatal, pois estava num local onde atingiria as funções vitais. Os médicos falaram que não tinham o que fazer.

Fiquei desesperada, sem chão, minha vida virou de cabeça para baixo. Meu filho ficou internado no Instituto de Tratamento do Câncer Infantil – ITACI, entre a vida e a morte e foi um período muito difícil. Minha filha de 10 anos teve que ficar na casa da minha cunhada. Como foi uma internação repentina, não vim preparada e fiquei muitos dias sem comer, sem tomar banho, pois não tinha dinheiro nem para tomar um café.

Meu filho fez duas cirurgias para colocar um dreno e fazer uma biópsia, e então voltamos para casa. O que realmente me sustentou nesse momento foi Jesus Cristo, Médico dos médicos, que me deu forças na hora que eu não tinha nenhuma. Orava muito para que Jesus me ajudasse e mostrasse algum tratamento. Foi quando os médicos falaram que fariam a radioterapia, em 31 seções, e a quimioterapia depois. Ficamos muito preocupados, pois teríamos que vir todos os dias ao hospital e, como moramos longe, na zona leste, teríamos que pegar transporte com o Saulo sem que ele pudesse andar. Pior é que não tínhamos dinheiro para condução. Graças a Deus conseguimos ajuda de alguns amigos que trabalham perto do hospital e nos traziam. Chegando ao hospital, ficávamos sem comer nada e quando chegávamos em casa também estávamos passando necessidade. Então, uma amiga que conheci no hospital me falou da Casa do Aconchego, das maravilhosas monitoras, de todo trabalho maravilhoso que é oferecido e eu vim conhecer. Quando cheguei, estava com muito tristeza e também com muita fome. Elas me receberam com tanto amor e carinho que não segurei as lágrimas. Como é bom se sentir amparada no momento tão difícil! Me serviram comida, que estava deliciosa, e conversaram muito comigo.

Agradeço a Deus por colocar vocês em minha vida e na vida de minha família, oferecendo-nos amparo, tanto físico como emocional. Pessoas maravilhosas enviadas por Deus em minha vida. Após a radioterapia e as seções de quimioterapia que ainda estão sendo feitas, meu filho está bem melhor. Já está andando, graças a Deus, e surpreendendo os médicos. Agradeço a Jesus, pois esteve comigo em todo tempo e cuidando de tudo. “Tudo posso naquele que me fortalece”.

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